Há 45 anos, quando a Sulamericana Industrial Ltda. passou a fazer parte do grupo industrial de Mogi Mirim, a Ferrovia Paulista S/A - FEPASA passava em frente ao portão principal da empresa.
As casas onde moravam os ferroviários e seus familiares faziam parte de uma pequena faixa de terra dentro dos domínios da Sulamericana.
Em 1980, a FEPASA encerrou suas atividades nesta região e, onde antes era a estrada de ferro, hoje é a Avenida Profº. Adib Chaib.
A partir dessa alteração, a Sulamericana passou a solicitar à Prefeitura Municipal de Mogi Mirim, a área onde estão os antigos imóveis da FEPASA.
Em maio de 1996, o então prefeito, Sr. Jamil Bacar, alienou à empresa a área solicitada. A Sulamericana, por sua vez, se comprometeu a restaurar e conservar o imóvel, dado o seu valor histórico.
Em 2002, finalizada a restauração, decidiu-se utilizar os imóveis como um espaço para o desenvolvimento de uma ONG, onde fosse possível auxiliar as famílias carentes do bairro, no âmbito cultural, educacional e social.
A partir de 02 de setembro de 2002, com o nome de Centro Comunitário Badi, oferecemos a comunidade diferentes cursos de artesanato , Dança de Salão, estudo de Ervas Medicinais e Alimentação Natural, violão, todos ministrados por voluntários e Alfabetização de Adultos, uma parceria feita com a Prefeitura Municipal de Mogi Mirim.
Semanalmente, recebemos aproximadamente 150 alunos. Atualmente,contamos com o trabalho de uma assistente social, uma psicóloga e uma advogada, para atender às necessidades das 150 famílias cadastradas em nosso Centro Comunitário.
Há muitos anos atrás, ao leste da Pérsia, vivia um garoto muito inteligente e talentoso, chamado Buzurg (significa Grande).
Aos onze anos de idade, recitava de memória, o Livro Sagrado de Maomé – O Alcorão, e explicava seus ensinamentos.
Buzurg se transformou num jovem de coração puro e bondoso e, quando se tornou bahá’í desejou visitar Bahá’u’lláh (Manifestante de Deus, fundador da Fé Bahá’í) em Akká, a Maior Prisão em Israel, onde estava exilado.
Após meses caminhando por desertos, montanhas e vales, Buzurg chegou a Akká. Foi recebido por amigos bahá’ís que Bahá’u’lláh enviou para recepcioná-lo, e foi nessa ocasião que Bahá’u’lláh lhe deu um novo nome: Badi’, que quer dizer Nova Criação.
Bahá’u’lláh pede a Badi’ que leve uma longa carta (Epístola) ao Xá da Pérsia. A tarefa era muito difícil e perigosa, pois naquela época os bahá’ís eram tratados com crueldade, por causa de sua nova fé.
Bahá’u’lláh disse a Badi’ que ele não deveria se encontrar nem falar com ninguém, até que sua tarefa estivesse cumprida. Sua caminhada durou quatro meses e meio até chegar em Teerã.
Badi’ soube que o Xá estava caçando ao norte da cidade. Quando finalmente chegou a o acampamento do Xá foi impedido pelos guardas de chegar a sua presença.
Mas Badi’ não desistiu. Por três dias e três noites ficou sentado em uma pedra sem se mover próximo à tenda do Xá. Finalmente, despertou a curiosidade do Xá que mandou os guardas trazerem Badi’ à sua presença. Foi então que badi’ entregou a carta de Bahá’u’lláh.
A coragem e dignidade com que Badi’ apresentou-se perante o Xá abalaram as pessoas da corte, que achavam que Badi’ fazia parte de uma trama para matar o Xá. Mesmo tendo ido sozinho achavam que ele tinha amigos acompanhando-o e, por isso os soldados do Rei o prendem e levam a prisão, colocando pesadas correntes em suas mãos e suas pernas.
Na prisão Badi’ é torturado para obrigá-lo a falar, colocando tijolos em brasa sobre o seu corpo. Mas ele não tinha o que dizer, então derramaram chumbo derretido sobre seu corpo, que acabou não suportando mais e causando sua morte.
Badi’ ficou conhecido na Fé Bahá’í como o Orgulho dos Mártires, pela sua bravura, coragem e resignação.